8 de março de 2014

Dia Internacional da mulher



Bom, como todas já sabem eu não ligo a nada disto dos dias mas tal como fiz no ano anterior venho aqui relatar o papel da mulher numa sociedade diferente da nossa.
Desta vez em África!
Circuncisão Feminina em África, embora não seja o único local onde é praticado, é onde me vou destacar.
Baseado no filme Flor do Deserto de Sherry Horman.
O filme retrata a história verídica da super-modelo Waris Dirie (Liya Kebede). Nascida na Somália em 1965, no seio de uma tribo de pastores nómadas foi, aos 13 anos de idade, vendida pela família para casar com um homem de 60. Nessa mesma altura foge e, percorrendo sozinha o deserto somali durante vários dias, chega a Mogadíscio onde uns parentes a acolhem e a enviam para Londres. Já em Inglaterra, foi empregada de mesa até ao dia em que foi descoberta pelo fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall). A partir daí, a vida de Waris mudaria radicalmente, sendo transformada numa modelo internacional. E foi no auge da sua carreira que, ao revelar ao mundo que fora vítima de excisão feminina aos cinco anos, inicia uma luta contra a esta tradição, tornando-se embaixadora da ONU.
Realizado por Sherry Horman, é baseado na autobiografia de Waris Dirie que se tornou, em 1998, num best-seller em todo o mundo. [Cinecartaz]



O filme impressionou-me, comoveu-me, arrepiou! Como? Me perguntava enquanto ao longo do filme era contada a história de vida terrível daquela, na altura criança.
É triste como em certos países onde a sociedade ocidental já atua ainda acontecer isto. A ONU proibe e depois? Alguém é preso ou castigado por isso, não!
Filme à parte houve uma criança, na realidade, que aos três anos lhe foi cortada grande parte da sua zona genital a sangue frio longe da tribo e levada pela sua mãe e depois deixada sozinha até aquilo sarar, se morreu, morreu se não vives para o resto da vida com as malditas crenças da tribo e na noite de núpcias o marido, homem uns 30 anos mais velho com uma navalha corta com uma navalha ou lá o que tenha à mão aquilo que alguém cozeu à uma meia dúzia de anos.
Esta criança fugiu, conseguiu safar-se e é uma top model internacional que comove o mundo inteiro e fez a ONU aperceber-se do que acontecia (como se já não soubesse) então e as outras antes e depois do filme? Quantas e quantas não morrem à conta disso.
O mais nojento de tudo, se é que se consegue pôr as coisas em graus é serem as próprias mães a levarem as filhas a isso.
Onde está o suposto direito da criança, jovem e mulher nestas situações? Pois é, nunca se ouviu em falar de tal coisa, e se se ouviu, ah é coisa de outro mundo.

E depois da exposição da violação dos direitos das mulheres deste ano e da revolta à volta do tema tenho a dizer que:
º Aconselho a ver o filme, muito bem conseguido, fantástico!
º A actriz que interpreta o papel principal é linda (trabalha geralmente como modelo)
º Apesar de ficarmos impressionados é bom saber destas coisas para estarmos informados, e algum dia se for possível ajudar de alguma forma.
º E por fim Feliz Dia da Mulher :)
Beijinhos
Essência

26 de fevereiro de 2014

Sim, tenho coração...

Sim, chorei.
Sim, cada vez que me lembro vem-me lágrimas aos olhos.
Sim, para ela foi uma coisa significante.
Sim, eu até hoje não consigo ficar indiferente.
Sim, culpo-me desde esse dia.
E o porquê disto tudo?
Porque não ajudei alguém que pediu ajuda realmente, um simples pedido de uma pessoa frágil... Não porque não quis' mas porque não parei para perceber e pensar. E quando me apercebi era tarde demais...

Este e o único sitio que posso desabafar, num "mundo real" sou incomprendida...

Olha a inteligência!! --'

Aquele momento em que sou obrigada a dar o mail do blogue para um serviço... pois proibiram-me de entrar no meu outro e o outro que criei o raio da passe não dá.
Depois o email é tão invulgar nestas situações que o estagiário antipático faz uma cara estranha xD

24 de fevereiro de 2014

Século XXI, really?

Como é que no século XXI ainda há escravatura??
Há algum tempo na TV deu uma reportagem sobre tal assunto e nunca mais me lembrei de expor este assunto aqui hoje como estou mais disponível decidi fazê-lo.
Platão disse:
"A morte não é o pior que pode acontecer ao Homem"
E concordo totalmente... a escravatura é um exemplo perfeito do que o Homem pode sofrer.
O que passa pela cabeça de quem escraviza as pessoas?
Porque é que pessoas que escravizam o fazem?
O porquê da escravidão?
Ninguém sabe responder a estas questões ao certo seja por dinheiro, mão de obras, vingança, ou qualquer coisa do género ninguém sabe e pelo que vai e sei só posso falar pelo escravo não pelo escravizador.
A fragilidade humana toca-me especialmente e ouvir testemunhos e ainda por cima de alguém português aflige-me.
Porque me aflige?
Para já estamos no século XXI onde supostamente existe direitos humanos que deviam ser respeitados.
Porque Portugal foi o primeiro país a abolir a escravatura no remoto século XVIII.
E porque ninguém mas ninguém independentemente da nacionalidade, cultura, raça, etnia, cor, sexo, idade... Independentemente de tudo!!
Exemplo português:
Homem 40 e poucos anos, 26 anos de escravatura. Escravatura significa não contactar com ninguém a não ser com o "patrão", trabalhar sem ser remunerado, estar totalmente às ordens e à mercê da pessoa que o escraviza, comer o que lhe deixam, se é que deixam, beber o que deixam. Escravizado não significa enclausurado pois a pessoa trabalhava numa quinta, não estava fechado numa cave ou algo parecido, mas não deixou de ser escravizado durante, volto a repetir 26 anos!
Em conversa com o entrevistador:
Entrevistador: Então como passava o natal?
Pessoa: Ah no natal lá comia qualquer coisa...a comida que me davam...
E: Então e comia sozinho?
P: Ah então pois não tinha mais ninguém...

Têm noção do que esta conversa dá a entender? Se ele no natal comia qualquer coisa o que comia o resto do ano? Conseguem imaginar o que é saber que é saber que o resto do mundo está a celebrar com a família dele não por vontade própria está a passar a data sozinho durante quase 30 anos??
Muitas questões se levantam expondo o caso tais como
 E a família desta pessoa?
Como é que durante 26 anos é escravizado e ninguém se apercebe de nada?
Como é que esta pessoa vive em condições miseráveis, sem documentação e ninguém o procura?
Depois disto quem será esta pessoa?

Deixo as perguntas no ar para reflectir... já que dificilmente há resposta...


Essência

21 de fevereiro de 2014

#1 Estranhezas

Aquele momento em que se reencontra uma pessoa que é um pouco mais velha que nó se mas não tão velha que numa situação normal não a trata rias por você mas como está num posto em que estás habituada a tratar toda a gente por você não sabes como hás de a tratar. Acabando, depois de dares voltas à cabeça até chegar ao pé dela, tratá-la por tu mas depois no regresso vens a pensar se não devidas tratá-la por tu.
Isto é muito mais estranho quando essa pessoa te fez a vida negra quando eras pequena.